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Bruxa de Blair não foi o primeiro filme que fingiu ser um documentário para atrair a atenção dos espectadores. Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust, 1980) já havia feito isso quase duas décadas antes. Ainda assim, a forma como Bruxa de Blair utilizou a internet representa algo que até hoje não conseguiu mais ser imitado, graças ao entendimento da relação que as pessoas tinham com o meio virtual. Por ainda ser algo relativamente novo, não era popular entre os internautas recursos de checagem de fatos. A história contada pelo site foi amplamente discutida, e tanto as pessoas que acreditavam ser real quanto as que não acreditavam queriam ver o filme, para provar se suas opiniões eram corretas ou não. O filme, um projeto independente de baixo custo, é até hoje um dos que mais rendeu retorno financeiro. A partir desse sucesso, a internet passou a ser mais seriamente considerada não só como recurso de marketing, mas narrativo. O filme A Bruxa de Blair não é o mesmo se apenas assistido hoje, em comparação com o evento que foi acompanhar por meses notícias falsas de desaparecimentos. O site fez tanto parte da narrativa quanto o filme em si.
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